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Sustentabilidade no centro da estratégia

Nesse momento de claras incertezas, uma certeza parece inquietar o mundo dos negócios: o sucesso não é mais medido apenas pelas finanças. Para que uma organização seja considerada economicamente viável, ela também precisa ser socialmente justa e ambientalmente correta. Isso só acontece quando você integra a cultura e o conceito da sustentabilidade no centro da estratégia. Só assim será possível dar um grande passo em direção a um modelo de negócios que proporcionará desempenho econômico positivo e valor compartilhado para todas as partes interessadas. É essa a nossa abordagem para nos preparar para um futuro mais justo, sustentável e democrático. 

No ambiente organizacional, o pilar de sustentabilidade costumava estar desalinhado dos processos decisórios empresariais importantes, e normalmente girava em torno apenas da minimização de riscos de segurança ou de reputação para as companhias. Hoje em dia, a sustentabilidade tornou-se um tema transversal ao negócio, impulsionando o investimento em práticas que potencializam e geram impactos positivos no meio ambiente, na sociedade e na governança. A criação de um futuro mais sustentável requer alinhamento cada vez maior entre a transparência, a redução de impactos ambientais e climáticos negativos e a geração de valor na comunidade.  

Tudo, desde emissões de carbono, equilíbrio racial e de gênero até os processos da cadeia produtiva responsável, está sendo avaliado pelo mercado sob a lente de microscópio; investidores, governos, consumidores e outros interessados estão engajados em avaliar como as companhias identificaram e estão integrando os critérios ESG nas suas práticas de mercado. Resultado desse movimento, aqui no Sicoob, em nossa última diligência com as lideranças, propusemos questões mais complexas para nossa Agenda de Sustentabilidade ainda para 2022, trazendo uma visão integrada e holística sobre o tema, que envolve, inclusive, a intensificação da difusão do próprio cooperativismo, com viés defensável, para o fomento da justiça financeira e fortalecimento da vocação econômica dos territórios nos quais o Sicoob está presente. 

Em nossa experiência, líderes comprometidos têm feito enorme diferença, concentrando-se em duas prioridades: incluindo a pauta ESG nas discussões da alta governança e, também, apoiando a construção e implementação da agenda sistêmica e estratégica de sustentabilidade. 

Como diferencial para o entendimento social, recentemente, o Sicoob realizou uma pesquisa interna de percepção de marca, produzida por uma das principais consultorias brasileiras de branding especializada e reconhecida no mercado por conduzir projetos de alta complexidade que estabelece um processo de análise para melhor posicionamento estratégico de marcas. Um levantamento importante, que aponta as tendências referentes às necessidades básicas para mais justiça financeira e a compreensão sobre a percepção do mercado sobre alguns atributos de marca que mostra o posicionamento, trazendo maior clareza sobre o impacto de uma instituição financeira cooperativa para a sociedade, democratizando e trazendo a gestão de governança como algo tangível, com resultado alinhado à nossa essência. 

Dentre diversas marcas de instituições financeiras tradicionais, fintechs e bancos digitais, a pesquisa indicou que a população brasileira reconhece as cooperativas financeiras, com destaque para o Sicoob, como uma instituição financeira comprometida com o desenvolvimento socioeconômico sustentável do País, que compreende o novo cenário e gera soluções integradas, focadas não somente nos resultados financeiros, mas, sobretudo, no impacto gerado em toda cadeia, além de fomentar estratégias sustentáveis que administram o ecossistema do nosso modelo de negócio. 

O setor financeiro detém a voz para engajar e direcionar o mercado para caminhos mais responsáveis, induzindo a redução das atividades econômicas que geram impactos sociais, ambientais ou climáticos negativos e fomentando as atividades que geram impactos positivos. O cooperativismo financeiro possui total convergência com as premissas de sustentabilidade e, cada vez mais, é necessário reforçar o nosso compromisso em apoiar os cooperados na transição para uma economia mais sustentável e circular, desenvolvendo soluções financeiras que favoreçam a incorporação de práticas sustentáveis no mercado. Um dos caminhos é o financiamento sustentável. 

Ao realocar recursos para setores mais sustentáveis da economia e gerenciar riscos de crédito e de mercado, as instituições financeiras contribuem na redução dos riscos para a sustentabilidade ambiental e climática; mitigação do impacto desses riscos quando eles ocorrem; financiamento de projetos de recuperação, quando eventos ambientais adversos causam prejuízos; e de adaptação às mudanças do clima.  

Em resumo, acreditamos que a mensagem ESG não é apenas um discurso, ou uma causa passageira, é nosso propósito e compromisso em olhar para o futuro com filtros de inclusão, justiça e boas práticas de governança. Nós, que estamos construindo o cooperativismo, temos a sustentabilidade como propósito porque temos uma ideia de dever, que é o dever de fazer um país que prospera. É o dever de construir algo extraordinário para as gerações que irão nos suceder. Por isso, assim como o Sicoob, as pessoas que estão comprometidas a construir este novo espaço, provavelmente ajudarão suas comunidades a criar mais valor, acelerar mais ações e a criar oportunidades de usar seu trabalho diário para promover grandes mudanças no mundo. 

Artigo de Marco Aurelio Almada, diretor-presidente do Sicoob 

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