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Em tempos de reforma na previdência social do Brasil, buscar alternativas para adiantar ou complementar a aposentadoria faz sentido ao conjugar os verbos: poupar e investir.

Os acontecimentos mais recentes remetidos à previdência social deixam uma certeza: a educação financeira baseada na disciplina da poupança e dos investimentos seguros, nunca foi recurso tão necessário para ser incorporado nas vidas das pessoas diante da atual conjuntura do país. Ter enraizada em si a disciplina da educação financeira, garante uma aposentadoria tranquila sem a dependência exclusiva do benefício integral ou parcial do INSS pela Previdência Social.

O ano de 2016 foi palco das diversas mudanças no cenário político, que gerou agravamento econômico, fato que obrigatoriamente faz os brasileiros sairem da zona de conforto pra pensarem e agirem fora do padrão. Alguns acordaram, mas há aqueles que ainda hibernam presos ao assistencialismo governamental. Na ótica de boa parcela dos cidadãos, este ano se resume com mais perdas do que ganhos, para outros um ano de possibilidades em diversos campos,  e à uma minoria, um momento proprício para analisar e ver qual o próximo passo deverá executar para o contínuo proveito das novas realidades. Até esse interim, 2016 foi considerado o ápice da crise política e econômica do Brasil, capitulado pela troca de presidente, novos projetos de leis tedenciosos instaurados, e o futuro do país nunca foi tão incerto com um congresso nacional desmoralizado. Todavia, mesmo com um cenário desfavorável desse, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo – SNCC, manteve-se equilibrado e em relativo crescimento.

Como se não bastasse, a intenção do atual governo prevê na PEC 287  que o trabalhador só terá aposentadoria integral após 49 anos de contribuição. Tal cálculo indignou a população brasileira. Diante desse fato, o que fazer para o alcançar o merecido descanso e estabilidade, mesmo quando parecem tão distantes? A resposta está nas entrelinhas deste artigo: educação financeira, o incentivo à poupança e aos investimentos com mínimo ou nulo risco, alinhados a um mix de paciência e resiliência.

Com esta reforma previdenciária social, a cultura da educação financeira a partir das próximas semanas passa a ser indispensável para todo brasileiro. Poupar é premissa obrigatória, seguida da adesão à melhor forma de investimento. Saber dominar os instintos do consumismo desde a infância é largada para uma velhice mais tranquila financeiramente. O detalhe da atualidade é o dinamismo com que a economia se movimenta virtualmente, poucos usam dinheiro em espécie e optam exclusivamente pelos cartões de plástico. Armadilhas acompanham a dinâmica do universo financeiro, as tentações  do crédito facilitado, os grilhões do cheque especial, os juros embutidos, as taxas, e tudo mais que converge para o desequilibrio financeiro, caso o indivídou não saiba controlar-se.

Para aplicar os conhecimentos financeiros pessoais existem outras alternativas ou ferramentas mais viáveis para melhor rendimento do montante poupado, o primeiro exemplo  é a Previdência Complementar ou privada, sendo  que tanto no plano  PGBL, quanto no VGBL as vantagens superam as desvantagens, primeiramente porque as Instituições Financeiras que tiverem solidez no mercado, passarão a devida segurança ao administrarem os recursos injetados de acordo com os objetivos do contratante. Já no que concerne menos risco externo e mais rentabilidade para poupar para a aposentadoria, há o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+ , com vantagens que também sobressaem às desvantagens, se comparadas às opções de previdência privada. Contudo, é preciso conhecer pelo menos razoavelmente o funcionamento dos papéis para investir nestas e em outras carteiras do Tesouro Direto.

A médio e longo prazo, a solução que trará tranquilidade financeira, depende dos pais ensinarem seus filhos a pouparem seus recursos financeiros, a estabelecerem objetivos para investimentos futuros, e assim formarem adultos mais equilibrados e independentes dos benefícios do INSS.

Autor: Gabriel Andrade Gomes